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Não Tempo

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SER humano ente Urbano 2010

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Fruindo a cidade 2008

Paisagens Urbanas – vídeo de Nelson Brissac Peixoto
filósofa Olgária Matos (falas)

“Há pelo menos duas maneiras de nós abordarmos uma cidade. Existe a cidade superficial, racionalista,
aquela onde triunfa a linha reta, onde o caminho que nós tomamos para chegar a uma determinada finalidade é o caminho da rotina, da repetição, do mesmo. Existe uma outra abordagem da mesma cidade, que não é a abordagem da cidade superficial, mas é aquela cidade subterrânea, a cidade da memória e é a cidade labiríntica.”

“A rua é o único campo válido da experiência moderna. Porque uma rua, ela não é um espaço abstrato. Uma
rua, ela concentra memórias e sentimentos. Uma rua é um lugar onde uma guerra aconteceu, um amor acabou, algo se passou. E a rua também, ela é testemunha dos grandes acontecimentos históricos. Por isso que a rua lateja fora e dentro daquele que vai mapeá-la, que vai atravessá-la.”

“… os olhos se transformaram em dispositivo de segurança.”

“Diz-se das cidades modernas que elas são heraclitianas: nós não passamos duas vezes na mesma rua sem que ela tenha mudado. Portanto, sem os suportes objetivos da memória, com o desaparecimento de ruas, monumentos, objetos que eram referenciais de nossa história, apenas a memória infantil é capaz de manter
na subjetividade, na forma do segredo, esse contato e esse pacto interno com a cidade que não é mas a
cidade visível, mas é a cidade invisível da sua própria memória. […] A cidade, ela não se faz com espaço. O
arquiteto normalmente trabalha com o espaço, mas ele deveria trabalhar com o tempo. Portanto a cidade não é a ordem espacial, a cidade é a desordem das lembranças.”

“As grandes galerias construídas no século XIX em ferro e vidro, elas são ao mesmo tempo o interior e o
exterior. Porque o vidro, na sua transparência, torna possível essa indefinição entre o que é interno e o
que é externo. Isso significa que também na nossa própria vida nós não temos mais a possibilidade de
detectarmos com clareza o que é externo a nós e o que é interno. Assim, as ruínas da cidade, aquilo que
entrou em estado de decomposição, que ruiu antes de envelhecer, porque a modernidade se caracteriza pela impossibilidade do envelhecimento, essas ruínas nas grandes cidades são nossas ruínas internas.”

“O fisionomista é aquele que percorre a cidade para reconhecer no exterior o interior. Ou seja, para ele
o interior e o exterior são inseparáveis. O mundo está todo dentro e ele se encontra todo fora de si. Ou
seja, assim como certos espaços citadinos são uma extensão da sua própria vida interior, esses objetos
também participam da sua subjetividade. Então, percorrer as cidades como um fisionomista é captar uma
espécie de circulação sangüínea tanto nas ruas, quanto nos monumentos, quanto nos sinais que essa cidade apresenta, porque de alguma maneira estes objetos lhe contam alguma história.”

Transcrito por Andréa Havt
Fonte: patio

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espaço crítico

a partir de então (difusão instantânea) ninguém pode se considerar separado por obstáculo físico ou por grandes “distâncias de tempo”, pois com a interfachada dos monitores e das telas de controle o algures começa aqui e vice-versa. esta súbita reversão dos limites introduz, desta vez no espaço comum, o q até o momento era da ordem da microscopia: o pleno não existe mais, em seu lugar uma extensão sem limite desvenda-se em uma falsa perspectiva q a emissão luminosa dos aparelhos ilumina. a partir daí o espaço construído participa de uma topologia eletrônica na qual o enquadramento do ponto de vista e a trama da imagem digital renovam a noção de setor urbano. à antiga ocultação público/privado e à diferenciação da moradia e da circulação sucede-se uma superexposição onde termina a separação entre o “próximo” e o “distante”, da mesma forma que desaparece, na varredura eletrônica dos microscópios, a separação entre “micro” e “macro”. (pag 10)

a ilusão da revolução industrial dos transportes nos enganou quanto ao aspecto ilimitado do progresso. a organização industrial do tempo compensou insensivelmente o esvaziamento dos territórios rurais… o espaço urbano perde sua realidade geopolítica em benefício único de sistemas instantâneos de deportação cuja intensidade tecnológica perturba incessantemente as estruturas sociais. (pag 12)

(definição antiga) toda superfície é uma interface entre dois meios onde ocorre uma atividade constante sob forma de troca entre as duas substâncias postas em contato.

a limitação do espaço torna-se comutação. (pag 13)

hoje, é esta visão de mundo dominada pela ortodoxia ortogonal que se perde em uma apercepção na qual a noção de dimensão física perde progressivamente seu sentido, seu valor analítico enquanto decupagem, desmontagem da realidade perceptiva, em benefício de outras fontes de avaliação eletrônica do espaço e do tempo que nada tem em comum com as do passado. (pag 23)

medir é deslocar.
dimensionar é defasar.
(pag 43)

paul virilio – o espaço crítico, 1999.

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Elogio aos Errantes: a arte de se perder na cidade

Tanto os métodos de análise contemporâneos das disciplinas urbanas quanto o que poderia ser visto como um de seus resultados projetuais, a cidade-espetáculo , se distanciam cada vez mais da experiência urbana, da própria vivência ou prática da cidade. Errar poderia ser um instrumento desta experiência urbana, uma ferramenta subjetiva e singular, ou seja, o contrário de um método ou de um diagnóstico tradicional. A errância urbana seria uma apologia da experiência da cidade, um tipo de ação que poderia ser praticada por qualquer um.

Os praticantes da cidade, como os errantes urbanos, realmente experimentam os espaços quando os percorrem, e assim lhe dão corpo, e vida, pela simples ação de percorrê-los. Uma experiência corporal, sensorial, não pode ser reduzida a um simples espetáculo, a uma simples imagem ou logotipo. A cidade deixa de ser um simples cenário no momento em que ela é vivida, experimentada. Ela ganha corpo a partir do momento em que ela é praticada, se torna “outro” corpo. Para o errante urbano sua relação com a cidade seria da ordem da incorporação. Seria precisamente desta relação entre o corpo do cidadão e deste outro corpo urbano que poderia surgir uma outra forma de apreensão da cidade, uma outra forma de ação, através da experiência da errância – desorientada, lenta e incorporada – a ser realizada pelo urbanista errante, que se inspiraria de outros errantes urbanos e, em particular, das experiências realizadas pelos escritores e artistas errantes.

Paola Berenstein Jacques
fonte: corocoletivo


3 Responses to “inspirações”


  1. 1 felipe
    outubro 16, 2009 às 10:03 am

    Ola… Parabéns pelo site exelente!!! Como faço para receber as atualizações por e-mail?

    Grato
    Felipe

  2. 2 Beto
    dezembro 21, 2009 às 9:43 pm

    parabens pelo bom trabalho, gostaria de saber como fazer contato com as artistas sandra lee e gigi manfrinato,se possivel agradeço essa orientação, obrigado.

    Beto.

  3. maio 16, 2011 às 6:56 pm

    eu adoro as obras dela !! ela é dmais !!! amo muito,ela é uma inspiraçao pra tds


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