By editora

2011: Tatuí

Dias 04, 05 e 06 de novembro

Ocupação SER Urbano
Fruindo a Cidade: Tatuí
Abordagens: Contemporânea e de Luis XV

O objetivo deste projeto é ampliar a experiência artística urbana e valorizar a multiculturalidade e peculiaridades de cada um, estimulando a produção de projetos autorais. Faz parte da ocupação: debates, produção coletiva e individual, intervenções, exposições e apresentações.

SER Urbano por Regina Carmona, Fab Aliceda, Gonz, Nutz, Sheyla Ferro, Tati Rebello, Alexandra Menezes Lopes e Luciana Andrade Gomes.

A esfera de atuação será arte e vida, tudo o q se olhar pode ser um tema, desde a forma, a intenção, a poética em arte… Através de uma lavagem dos olhos, uma limpeza de ideias pré concebidas, os preconceitos do tipo o q é ou não arte, vamos abrir os sentidos e colher da cidade referências e inspirações afim de permitir q as coisas novas se manifestem.

Olhos frescos e cabeça aberta!

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conheça edição anterior:

2008: São Paulo

A exposição aconteceu em julho de 2008 em um espaço underground na Vila Madalena em SP.

Foi aberto um chamado na internet com os dizeres:

Convite para fruirmos a cidade!

Percorremos a cidade cotidianamente e às vezes estamos tão inseridos em nosso próprio contexto que não notamos o entorno. Essa cidade imensa, cheia de diferenças e sutilezas é São Paulo. A tendência de achar que já se percebeu o lugar por inteiro faz com que a respiração da vida no concreto seja ignorada e os detalhes sejam despercebidos. Porém, ao encarar sensivelmente este percurso, aspectos antropológicos, filosóficos, artísticos, sociais e ambientais surgem e o registro dessa percepção mais apurada e preocupada é o foco do nosso projeto. Fruindo a cidade: corpo enquanto cidade do ser – a cidade como coletivização do corpo.

O projeto multidisciplinar e coletivo visa, por meio da experiência de cada ator-social que tenha um olhar crítico para a urbe, levantar questões fundamentais dessa vivência que se funde entre cidade e cidadão.

O indivíduo que constitui a cidade é também constituído por ela. As relações são viscerais e intrinsecamente plugadas. Na era da informação multi-midiática sem critério, “cabeças pensantes” são bem-vindas para provocar, incentivar e ampliar os horizontes.

O Blog serve como ferramenta de junção de particularidades e divulgação do projeto. No 1º semestre de 2008 acontecerá a primeira materialização do evento, que se dará na forma de uma exposição, na qual, trabalharemos dentro do espaço “cúbico-branco”. O levaremos para o lugar do indivíduo e agregaremos o caráter polimórfico da arte, onde nos permitiremos sentir e refletir a vivência cotidiana pela ótica do “Ser- urbano”, ser humano.

Com a intenção de traçar paralelos entre os indivíduos da cidade, o projeto expõe percepções particulares que se articulam no coletivo e que retornam ao ser em um processo de reverberação, iniciando assim uma discussão sobre o “Ser-urbano”. A exposição trabalha questões humanas de caráter reflexivo e sensível, pois se o corpo é munido de várias formas de percepção do mundo, tais como pelo paladar, pelo cheiro, pela lembrança, pelos sentimentos, a relação de importância entre elas é do nível indivídual, porém, quando artisticamente captamos suas nuances e suas facetas, a mensuração no coletivo acontece e a relação desses registros tem na arte a forma de eternização de realidades localizadas no tempo e no espaço. E na filosofia o suporte para o fundamento reflexivo.

O projeto procura capturar e expressar os olhares detalhistas, que na composição urbana, anseiam por nuances de cor, textura, oposições, conceitos, particularidades. Que de maneira visceral registre, aponte e exprima o sentir/refletir da realidade localizada entre o caos de carros, altos prédios, poucas árvores, muitos fios, muita sujeira, muita agitação – São Paulo.

A reflexão sobre o cotidiano da cidade se transforma em ação neste mesmo contexto, exercitando uma dialética autocrítica, na qual, a arte e a filosofia são mediadoras deste ato, que busca levar a pessoa a recriar a cidade como parte ativa/constitutiva dela, iniciando assim um processo onde surjam questões fundamentais dessa esfera, traçando a problemática com o intuito de estimular o indivíduo a refletir ativamente.

convite p o evento

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fotos do evento clique aqui

conheça os envolvidos clique aqui

mapinha clique aqui

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19 Responses to “fruindo a cidade”


  1. 1 Maria Flor
    março 13, 2008 às 3:52 pm

    É muito interessante este projeto, necessário e viceral também! As pessoas devem refletir seu cotidiano na paulicéia desvairada, não porque refletir seja um clichê, mas porque só assim os paulistanos irão compreender e viver São Paulo. E isso ocorrerá de uma forma humana, humanizada, pois creio também que esta cidade necessite de pessoas humanas interagindo nela e não de formigas de uma colméia que quase não anda…
    Sucesso!

  2. 2 Marina
    março 24, 2008 às 11:23 pm

    “Quando sinto a impulsão lírica, escrevo sem pensar tudo o que meu inconsciente me grita. Penso depois: não só para corrigir, como para justificar o que escrevi. Daí a razão deste Prefácio Interessantíssimo”.

    Este trecho faz parte da Paulicéia Desvairada. Mário de Andrade adquiriu uma obra de Brecheret: uma escultura que representava a cabeça de Jesus Cristo, com o rosto desenvolvido em sua perfeição, e atrás, uma modesta trancinha descendo por seus cabelos. Contente e irradiante com sua obra de arte, e totalmente reprimido por sua família conservadora; nessas circunstâncias, de protestos e manifestos, foi escrita a Paulicéia Desvairada. Entre esta e outras, foi quebrada a camada ilusória que poderia envolver a arte.

    “Aliás, versos não se escrevem para leitura de olhos mudos. Versos cantam-se, urram-se, choram-se”.

    Com a inspiração destas palavras, quero parabenizar este projeto, que propõe a reflexão e traz uma sugestão para um novo olhar. Nossa realidade grita e ainda assim não é ouvida, quanto menos, compreendida. Em meio a sensações, sentidos e placas de trânsito, este movimento procura captar a arte e entender seus sentidos e caminhos. Podemos não entender, mas pode ser esta, uma bem-vinda forma de sentirmos nossa realidade.

    Muito sucesso!

  3. 3 Santiago
    março 26, 2008 às 6:04 am

    ESTAMOS COISIFICADOS !!!!!!

    nossas relações são tão coisificadas que ADMINISTRAMOS nossas amizades, tem estrelinha pra quem é mais bacana, tem coraçãozinho pra mais gostosa; lá, onde ADMINISTRAMOS nossas amizades, tem descrito tudo que eu gosto, tudo que vc gosta, lá tem até que tipo de cozinha me apetece, o que tem no meu quarto, no seu, tem os livros que eu gosto de mostrar para as pessoas que eu li – mesmo que só a nota do editor – e, a extrema unção da coisificação, a descrição “QUEM EU SOU:”. Caso o outro (na linguagem filosófica “o outro” é qualquer um menos “eu”, meio evidente né, mas acredite não é para a filosofia) ainda não tenha se interessado pela mercadoria, vc pode seduzir esse outro com os videos que vc mais gosta, suas fotos e os circulos sociais que vc virtualmente participa, as comunidades!!! Antes eu colocava uns botons na mochila.Vc sabe do que eu estou falando
    a coisificação está aí e vem de fora (o que parece agregar valor ao processo: “ah! é da gringa então é bom, é bonito, é de verdade”) e não adianta bancar o neo-hippie ou o antigo-marxista-neo-tecnofóbico-clérigo-do-Paul-Virilio (puts essa doeu até em mim) não adianta chorar emo, viramos produtos, aceite. Mas em aceitar não implica que não podemos ir contra só por ir contra, não implica que não possamos fazer AINDA um dadaísmo de agora.Mas, e se nesse parnasianismo comportamental do questionar por simples retórica dermos vida a um Frankenstein da arte fazendo uma nova poesia da modernidade!? Será que os que antecederam Drummond, Pagu, Tarcila não se SENTIAM coisificados também?
    o que importa que sejamos coisificados então? e se nessa coisificação houver um hedonismozinho melhor ainda! O que importa ser coisa se não nos SENTIRMOS coisificados.A arte, em sua habilidade produtiva decorrente da observação mais sagaz que a do cientista, tem como objetivo fazer-nos SENTIR mais humanos e menos coisa, e se, nesse processo, conseguir enfim nos convencer disso melhor ainda!
    então vamos nos definir, pra que a arte possa nos operar.

  4. 4 Santiago
    março 26, 2008 às 6:49 am

    Se até pouco tempo atrás eramos mais Descartes que Escolátiscos hoje somos mais Baudelaire que Hamlet

    Já dominamos a natureza, conseguimos elevar o sacrossanto espelho da racionalidade à altura de nossos belos cérebros para contemplarmos Á SÓS nossa singularidade existencial.Já nos deparamos com nossa posição SOLITÁRIA no topo da evolução animal…e essa solidão foi protegida por todos os silogismos possiveis, não importando a correspondência com a realidade, bastava que para proteger essa posição solitária na evolução o ser-humano produzisse silogismos de forma elegante e coerente. É…já colocamos isso a baixo também, mas apesar disso ainda tiramos fotos do sol com satélites high-tech enquanto traimos e desconhecemos nossas angústias. Ah! já relacionamos isso também, não é novidade que tecnologicamente já somos a humanidade do secXXI, que ainda balbucia suas palavras de recém-nascido, e por outro lado, o moral, ainda somos os moralistas de dois séculos atrás. Opa! Se ainda somos os moralistas do XVIII ainda dá tempo de retorcer o que é belo, verdadeiro e justo e pôr interrogações por aí de forma deliberada, negar deliberadamente, afirmar sem estar de cabeça baixa: e se o belo não for justo? eu não quero a justiça que não seja verdadeira!”viver pela espada e morrer pela espada”¹.
    Ainda que façamos isso, ainda estaremos solitários, dentro de nós mesmos, inseridos no solipcismo musical de nossos fones de ouvido, protegidos pela nossa cerquinha intelectual recém comprada na livraria, pronto, está feito nosso cosmos artificial particular de sobrevivência diária a rotina do transporte público, da fila do banco, da fila da escola, da fila do dog, da fila pra entrar na fila pra ficar na espera, enquanto ali, do seu lado, a sua direita, com aquele perfume amaderado, aquele tique que é um charme, com aquele ar de impenetrabilidade treinada, está a pessoa que lhe apresentaria o universo inteiro com um riso e uma palavra de gentileza, se não fosse o fato de vc também estar apenas a esquerda com aquele perfume amaderado, aquele tique que é um charme, com aquele ar de impenetrabilidade treinada em casa.

    Será que antes de Baudelaire precisemos ser mais Platão e sairmos da caverna que já demolimos?

    1-ref ao poema de Baudelaire “a negação de Pedro”

  5. abril 1, 2008 às 4:29 am

    Muito bom o texto. A selva de concreto pulsa vigorosamente com a variedade que só cabe aqui.

  6. abril 25, 2008 às 5:29 pm

    Todo movimento que incita que nos leva a pensar, é válido e importante.
    E já estou, cá com meus botões, ‘pensando’ como trabalhar um espaço cúbico branco.
    As idéias se revezam, celeres e fugidias, mas no momento certo vou encontrar -ou materializar-
    um pensamento legal que possa transmitir o que sou dentro de uma coletividade e o que me torna
    parte dela como um todo.
    Sucesso para este projeto. Aguardo novos contatos de 3o grau.

    maria luiza/ 26/04/08

  7. abril 25, 2008 às 9:23 pm

    Vivo no Rio, urbanamente lindo e emocionante!….como muitos outros lugares…como São Paulo.
    Se tentarmos captar os detalhes que estão em nosso entorno! São tantos!!!! belos, agressivos, suaves, feios, sujos, harmoniosos…..exatamente como qualquer um de nós!… Conseguiremos entender que o “todo urbano” e “nós”, na verdade, somos apenas um.
    Mudar a vida urbana começa em se integrar e se transformar com ela.

  8. abril 26, 2008 às 1:52 pm

    Um ponto de vista e um bom texto. Questionar o ver a cidade de outro lado faz concordar plenamente com Grazia e aí…

  9. maio 2, 2008 às 3:14 am

    A minha visão de vida por natureza é: viver é preencher espaços em movimento. Percebo em nossa cidade um excesso de “população”, em vários aspectos, mais ligados à materialidade, e sinto que os espaços vazios hoje se bandeiam para o lado da afetividade, da sensibilidade, da comunicação não-fútil.
    A necessidade e até o hábito de preenchermos espaços mais materialistas, nos desequilibram, pela falta da energia que depositamos na arte, na filosofia, na convivência com o outro (convivência real, não por meios midiáticos, como TV, rádio, Internet, e outros). falo de ter pessoas à frente, e sentí-las, percebê-las, como à arte, a uma pintura, gravura, escultura, uma peça de teatro, uma música, ou qualquer expressão alheia, onde podemos trocar impressões, sensações, percepções.
    Qualquer iniciativa que nos religue pessolamente, nos alimentará, e certamente diminuirá o nível geral de neurose do paulistano (na verdade, isso é para qualquer pessoa em qualquer lugar do mundo, creio eu).
    Gosto da chamada por uma apreciação do outro, da arte, da filosofia, e espero que essa chamada se torne contato pessoal, troca de qualquer coisa que nos alimente enquanto seres vivos.
    Esta integração tende a reencaixar o urbanismo dentro de uma humanidade que tem se perdido em detrimento do material.
    Beijos.

  10. 10 Alexandre Marques
    maio 14, 2008 às 3:50 pm

    Parabéns a todos os participantes deste espaço pelas excelentes manifestações, logo se vê, tratar-se de uma ilha de excelência em conhecimento e concientização em meio ao mar de mediocridade cultural que vivemos.

    Alexandre

  11. 11 Renato Almeida de Souza
    junho 18, 2008 às 2:18 pm

    parabens pelo trabalho, fico lisongeado de saber que ainda tem pessoa com esta consiencia urbana
    pois vivemos em um pais onde as pessoas infelizmente nao se enteressa pela sobrevivncia humana
    parabens aos participantes concientizaçao e tudo,todo trabalho depente da nossa força de vontade
    e crescimento ver o lado urbano de uma forma limpa nos traz na conciencia a magnetude de todos os ser e como viver em armonia sabendo que podemos ter tudo e ao mesmo tempo nao ter nada por que somos medicre a tal ponto de passa e nao fazer nada a vida e assim um jogo de brenquedo no
    qual nao podemos lamentar o que fomos nas noites e na vida vadia mem os passos que findao nossos dia bem aquim.

  12. junho 26, 2008 às 7:21 am

    (agora ansioso):
    Nossa, estou muito curioso. É tudo verdade o que pensa e conta, mesmo que a mentira tenha um papel importante nessa cidade, em sua história e vida. A arte urbana vem mudando tudo, música, teatro, galeria, cinema… Não é de agora que São Paulo é visto como orfanato da arte urbana. É esse tipo de ATITUDE que pode deflorar os pensamentos sobre o que é sentir, respirar, ouvir, sorrir ou chorar na terra da garoa.
    Existir, (também) pode te fazer pensar!

    Parabéns!
    Que com esses trilhos guie esses seres com pensamentos locomotivos.

  13. 13 Kelly Borges Ramos
    julho 4, 2008 às 9:55 pm

    Paradoxo é um sinônimo perfeito para a vida urbana, onde o contra-senso ultrapassa qualquer senso e a beleza surge dos absurdos, como a flor que nasce por entre a minúscula fresta da calçada…

    Vamos fruir juntas nesse disparate!

    Você é genial, Tangerine!:)
    Bjosss

  14. julho 6, 2008 às 9:03 pm

    Santiago, havia muito tempo que não lia umposting tão honesto e despetrensioso…lamentar-se de tudo é facil, “senso comum” e felizmente você optou pelo caminho mais interessante que foi lidar com o lado interessante da “coisificação”.
    Concordo contigo quando escreve que a arte nos humanizae nos liberta.

    abraço

    Monika

  15. julho 11, 2008 às 12:51 am

    Um dos fotógrafos mais respeitados atualmente é Cristiano Mascaro, arquiteto por formação.

    Por isso, é natural que seu quase todos seu trabalho são as formas da(s) cidade(s)sempre em branco & preto, mas não é necessariamente documental, aliás, quase nunca Mascaro fotografa de maneira realista.

    Mas todo o silencio de sua obra se deve ao fato de raramente haver pessoas em sua imagens. Mascaro lida com uma cidade concreta-muito- idealizada onde há formas e contornos, mas não há movimento nem fala; e não é absolutamente uma cidade vazia.

    Tudo está lá, esperando para ser preenchido de som e fúria, a plasticidade é um recorte de um ambiente criado por alguém e dada ao leitor/fruidor para que este a experimente sem a influencia de outro, neste caso por um breve momento pois o silencio imagético estimula o empirismo.

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