09
nov
10

Ser Humano/Ente Urbano: Projeção de Esperanças

O que é o ser humano/ente urbano? Uma fatalidade histórica? Um consciência ética? Uma entidade tecnológica? Vislumbro o ser humano/ente urbano como um produto de forças do acaso – eventos que escapam do seu controle. Não passa de um efeito das circunstâncias da fortuna – sejam elas físicas ou psíquicas, individuais ou coletivas, hereditárias ou históricas e conscientes ou inconscientes. Lançado gratuitamente na existência contigente, não escolhe nada nem tem nada a escolher.

Vivendo em um mundo moralmente indiferente, como o ser humano/ente urbano lida com  os eventos imponderáveis que fogem do seu domínio? com os fatos imprevisíveis que não seguem leis universais e objetivas? com os acontecimentos indeterminados que não obedecem estatísticas? com os fenômenos aleatórios que não respeitam probabilidades? Aceitando lucidamente a imprecisão da realidade. Em vez de serem uma decorrência de expectativas, as suas ações são uma projeção de esperanças. Isto é, uma abertura infinita de possibilidades.

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