13
mar
10

manter operante o olhar critico

sim, todos temos a tendência de achar que a “bolha” que nos cerca é completa e q todos estao com a vista deturpada da mesmo forma que a nossa (não tem choro nem vela, como diria Bacon, o espelho está deturpado por causa da queda). o texto a baixo vai contra uma série de preceitos q mtos praticam em sampa e, por isso, vem muito a calhar mesmo sendo antiguinho. 😉 enjoy!

materia da folha de spaulo e edição do pessoal do blog caycepollard.

“A arte nas feiras é fraudulenta”, diz crítica americana

Rosalind Krauss, uma das principais estudiosas de artes visuais hoje, condena espetacularização da obra de arte

No próximo dia 15, o circuito internacional do mundo das artes migra para Londres, onde ocorre a feira de arte Frieze, considerada uma das três mais importantes do planeta, junto com Art Basel, na Suíça, e Art Basel – Miami Beach, nos EUA.

Com 150 expositores, cinco deles brasileiros (Fortes Vilaça, Casa Triângulo, Gentil Carioca, Luisa Strina e Vermelho), o que se vê nelas, segundo a crítica americana Rosalind Krauss é, simplesmente, uma “fraude”.

“Eu acredito que a arte promovida nas feiras de arte internacionais é fraudulenta”, escreveu à Folha Krauss, que irá abrir, no próximo dia 25, o 3º Simpósio de Arte Contemporânea do Paço das Artes. Ela ministrará a palestra “Reconfigurações no Sistema da Arte Contemporânea”.

Na troca de e-mails com a reportagem, Krauss, que também atua como curadora, contou que a influência do mercado na produção contemporânea será o tema central de sua conferência. Condena as feiras, pois “são puro espetáculo, envolvendo o observador com uma atmosfera sedutora sem demandar atenção ou trabalho por parte do visitante para analisar a habilidade que um trabalho tem em criar significados”.

As críticas da norte-americana não se restringem às feiras mas também às “instalações”, como são chamadas obras imersivas, onde o público participa de forma coletiva, defendidas pela estética relacional, conceito criado pelo curador francês Nicolas Bourriaud.

“Ao se mover da experiência privada de um trabalho para uma coletiva, a estética relacional simplesmente segue a análise de Marshall MacLuhan em “A Galáxia de Gutenberg”, que descreve a superação da privacidade na leitura de um livro pela atividade coletiva de se assistir televisão, o que nós podemos chamar de espetáculo.”

A espetacularização da arte, torna-se assim um dos temas que Krauss irá abordar no simpósio. No entanto, a crítica parafraseia Catherine David, curadora da 10ª Documenta, em Kassel, na Alemanha, para afirmar ainda que não crê “na pureza ou na oposição ontológica entre arte e mídia”.

“Catherine disse que busca organizar mostras como se fossem filmes, e que quem ainda acredita no “cubo branco” é ingênuo ou estúpido”, destaca Krauss. O “cubo branco” é uma expressão desenvolvida pelo crítico Brian O’Dogherty para a galeria, comercial ou de um museu, representar a garantia da autonomia de uma obra de arte, ou seja, sua total separação do mundo fora dele.

Leia matéria completa na Folha de S.Paulo (só para assinantes)

Anúncios

0 Responses to “manter operante o olhar critico”



  1. Deixe um comentário

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s



%d blogueiros gostam disto: