01
nov
09

papel de domação das contingências

A industrialização e a técnica, determinando violentas modificações no ambiente humano, a divisão da sociedade em classes, a falta de integridade orgânica da cultura, a ausência de uma  concepção-do-mundo, tudo isso que Hegel caracterizou como sendo o prosaísmo do nosso tempo, e que afetou nossa experiência das coisas, teria, como ingrediente da situação humana,  que refletir-se na direção do impulso artístico. A Arte, como atividade produtiva, formadora, não se marginalizou com o processo acelerado da civilização técnico-industrial e não se limitou apenas a refletir passivamente as transformações operadas na situação do homem no mundo, em decorrência desse processo. A vontade artística, plasmadora, com a liberdade que conquistou, exerce em relação ao universo extremamente mutável em que vivemos, o papel de domação das contingências, papel esse que o Belo, segundo Heidegger, teria desempenhado entre os gregos, e que é, em última análise, a função criadora emprestada por Schiller ao impulso lúdico.

NUNES, Benedito Nunes. Introdução à filosofia da arte. 5 ed. Pará: Ática, 2005.

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