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A Luz do Sul
Livro : A Luz do Sul
Gélido
Foto Ilustração de Tati Rebello para varal de poesias - Poéticas Visuais Fora do Eixo
meu copo de vodka
não me deixa trazer
meu corpo de volta
Robisson Sete / Coletivo GOMA
Uberlândia /MG
robissonhotelsete@gmail.com
www.hotelsete.blogspot.com
para derreter
Penso (o) que escrevo
e pretenso alguns (pré) textos
.
Escrito por Robisson Sete
13 poemas ácidos no bolso da calça
2009 - pag 31
Coletivo 1 3 2
Tempo em Cecília Meireles
Retrato
Eu não tinha este rosto de hoje,
assim calmo, assim triste, assim magro,
nem estes olhos tão vazios,
nem o lábio amargo.
Eu não tinha estas mãos sem força,
tão paradas e frias e mortas;
eu não tinha este coração
que nem se mostra.
Eu não dei por esta mudança,
tão simples, tão certa, tão fácil:
Em que espelho ficou perdida a minha face?
Ninguém escapa da corrupção do tempo. Contrário ao processo de geração que é um ato criativo, o processo de corrupção é um ato destrutivo. Trata-se de um movimento contínuo de degradação. Sendo um mecanismo de decomposição, a corrupção é uma alteração retrocessiva. A sua mudança incessante implica em involução e não em evolução. Em vez de progresso, o efeito da corrupção é o retrogresso. Isso significa que somos seres em constante retrogradação. Por causa da deterioração ininterrupta, só podemos avançar em direção à morte.
Em vista do apodrecimento causado pela corrupção, como lidar com o declínio físico inescapável? como conviver com a espada do definhamento corpóreo pendendo sobre as nossas cabeças? Embora não possamos irromper os grilhões da degenerescência, não necessitamos assistir passivamente ao nosso agoniante processo de putrefação. Reconhecendo a inevitabilidade da morte, a efemeridade da vida, a transitoriedade da juventude e a celeridade do tempo, confrontaremos lucidamente o nosso desgaste corpóreo diante do espelho. Por intermédio do violento despertar da nossa consciência para a finitude humana, estaremos preparados para a chegada da ruína física.
Recado: Visitem o meu humilde blog: http://rafadivino.wordpress.com/
Volta
Chega o tempo,
Chuva, nuvem e sol,
O pecado dos homens é opaco,
E os delatores perdem os dedos.
Ruas vazias, praças lotadas,
Somos maias, somos muitos,
Não há mais ninguém.
Chega o tempo,
Chuva, nuvem e sol,
Aquele que vê escorre,
E a desfaçatez.
Olho oco, Terra cheia,
Somos tribo, somos trama,
Não há trigo algum.
Chega o tempo,
Chuva, nuvem e sol,
O papel dos planos se molha,
E se pode tudo que se pede.
Eu vivo, massa morta,
Somos Sicilia, somos silício,
Não há sinais de ninguém.
Yssak Lee
Jackson Mac Low
Jackson Mac Low (September 12, 1922 – December 8, 2004) Born in Chicago – USA.
from 22 LIGHT POEMS, Black Sparrow Press
Copyright (C) 1968 by Jackson Mac Low
1ST LIGHT POEM: FOR IRIS — 10 JUNE 1962
The light of a student-lamp
sapphire light
shimmer
the light of a smoking-lamp
Light from the Magellanic Clouds
the light of a Nernst lamp
the light of a naphtha-lamp
light from meteorites
Evanescent light
ether
the light of an electric lamp
extra light
Citrine light
kineographic light
the light of a Kitson lamp
kindly light
Ice light
irradiation
ignition
altar light
The light of a spotlight
a sunbeam
sunrise
solar light
Mustard-oil light
maroon light
the light of a magnesium flare
light from a meteor
Evanescent light
ether
light from an electric lamp
an extra light
Light from a student-lamp
sapphire light
a shimmer
smoking-lamp light
Ordinary light
orgone lumination
light from a lamp burning olive oil
opal light
Actinism
atom-bomb light
the light of an alcohol lamp
the light of a lamp burning anda-oil
* fonte: http://www.spunk.org/texts/copyrite/poetry/light_du/sp000056.txt
O poema de João Cabral de Melo Neto, musicado por Chico Buarque, interpretado por Tânia Alves, no filme Morte e Vida Severina, de 1977, escrito e dirigido por Zelito Viana.
http://www.passeiweb.com/na_ponta_lingua/livros/analises_completas/m/morte_e_vida_severina
cores de sampa

seriam as cores da poluição?
maravilhoso por do sol na cidade que não para.




















