FILTRO DE DEVANEIO
foto fab aliceda
Hoje é um bom dia para pensar, não apenas no nascimento, mas tambem na duração. Na permanência das ações, essas forças extraordinárias que regem nossa vida.
As ações e reações tem energias que se disseminam ao longo do espaço e tempo, atingindo a todos. Conscientes desse poder podemos mirar vibrações positivas que busquem um Bem Maior, aquele além de qualquer imediatismo ou materialismo, aquele o qual priorize a vida pela vida!
Sim, festejemos os momentos felizes e repensemos os infelizes, aprendamos com eles. Racionalizemos e construamos um entorno saudável e voltado a felicidade no sentido pleno.
Marcados por uma descrença e um desenraizamento de valores, vivemos uma época capaz de se reinventar e estabelecer forças inclusivas e humanistas. Acreditemos na nossa capacidade de agir, escolhendo para além da sobrevivência.
Essa sementinha plantada, regada com sentimentos de amor, poderá vir-a-ser uma futura árvore frutífera, ninho de animais, demarcando a permanência de uma época que rompeu com influências destrutivas e aniquiladoras.
Fazer algo agora não garantirá êxito explícito no futuro, não fazer nada agora assinalará a falta de escolhas futuras. O futuro já começou depende de nós o caminho a que ele levará.
Por isso: recicle, ame, viaje, doe, cuide, ame, plante, ligue, comunique, ame, beije, adote, pense, ame, recicle, liberte, viaje, cuide, doe, valorize, abrace, avise, ame, adote, reuse, plante, amenize, acredite, mude, ame, cuide, plante, saboreie, ame!!!
A sociedade unidimensional em desenvolvimento altera a relação entre o racional e o irracional. Contrastado com os aspectos fantásticos e insanos de sua irracionalidade, o reino do irracional se torna o lar do realmente racional, das idéias que podem promover a arte da vida (MARCUSE, 1973, p.227).
Um homem, que viaje de carro a um lugar distante, escolhe a rota de sua viagem num guia de estradas. Cidades, lagos e montanhas aparecem como obstáculos a serem ultrapassados. O campo é delineado e organizado pela estrada: o que se encontra no percurso é um subproduto ou anexo da estrada. Vários sinais e placas dizem ao viajante o que fazer e pensar. Espaços convenientes para estacionar foram construídos onde as mais amplas e surpreendentes vistas se desenrolam. Painéis gigantes lhe dizem onde parar e encontrar a pausa revigorante. A rota é feita para o benefício, segurança e conforto do homem. E a obediência às instruções representa o único meio de se obter resultados desejados (MARCUSE, 1998, p.79).
Os meios de transporte e comunicação em massa, as mercadorias, casa, alimento, roupa, a produção irresistível da indústria de diversão e informação, trazem consigo atitudes e hábitos prescritos, certas reações intelectuais e emocionais, que prendem os consumidores aos produtos. Os produtos doutrinam, manipulam, promovem uma falsa consciência. Estando tais produtos à disposição de maior número de indivíduos e classes sociais, a doutrinação deixa de ser publicidade para tornar-se um estilo de vida (MARCUSE, 1982, p.31 e 32).
Com o crescimento da conquista tecnológica da natureza, cresce a conquista do homem pelo homem. E essa conquista reduz a liberdade, que é um a priori necessário da libertação. Isso é liberdade de pensamento no único sentido em que o pensamento pode ser livre no mundo administrado, como a consciência de sua produtividade repressiva e como a necessidade absoluta de romper para fora desse todo (MARCUSE, 1973, p. 232).
É a vida deles que está em jogo e, se não a deles, pelo menos, a saúde mental e capacidade de funcionamento como seres humanos livres de mutilações. O protesto do jovem continuará porque é uma necessidade biológica. Por natureza, a juventude está na primeira linha dos que vivem e lutam contra uma civilização que se esforça para encurtar o atalho para a morte (MARCUSE, 1978, p. 23).
MARCUSE, Herbert. A Ideologia da Sociedade Industrial. 5ed. Rio de Janeiro: Zahar, 1979.
_________________Idéias sobre uma teoria crítica da sociedade. 2ed. Rio de Janeiro: Zahar, 1981.
_________________Eros e Civilização. 8ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1978.
_________________Contra revolução e revolta. Rio de Janeiro: Zahar, 1981.
_________________Tecnologia, Guerra e Fascismo. São Paulo: Unesp, 1998.
Com os filósofos da Escola de Frankfurt fica explícito o sistema circular do capitalismo, o conceito de que não existe progresso neutro e o possível fim trágico q o mundo pode ter…
Com a crise econômica ficou nítido q o trabalho, no sentido de marx, não gera quase renda, q existe um “organismo” automato q mantem esse vício e essa estrutura do dinheiro.
A pergunta é: se o nosso ato de comprar mantem o esquema corporativo-capitalisma funcionando, por que nos apegamos tanto as banalidades trazidas pela tecnologia?
Perdemos a dimensão do todo? Ou o foco do que realmente importa? Ou nos deixamos acomodar?
Pra mim, fica a questão: o q vc não comprou hj?

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