o SER Urbano mudou muito ao longo de sua existência e agora esta na hora de atualizar sua estrutura de informação, interface e organização.
aguarde as novidades em breve!
feliz tudo!
Arquivo do Autor para fab aliceda
em breve
IV Congresso Fora do Eixo
O maior encontro de cultura do pais em 2011!
Com mais de 1325 inscritos
de 163 cidades
dos 27 estados e
de mais de 10 países!
Percorra o site do Congresso Fora do Eixo com todas as infos:
http://congresso.foradoeixo.org.br/
Momento importante da cena cultural!
PARTICIPE!
inscreva-se aqui: http://congresso.foradoeixo.org.br/inscricoes/
“Entre 11 e 18 de dezembro acontece em São Paulo o maior encontro de coletivos do país. Durante toda a semana, o IV Congresso Fora do Eixo trás para alguns pontos da cidade, milhares de representantes dos 26 estados brasileiros, além do Distrito Federal e de mais de 10 países da América Latina.
A semana será intensa, reunindo muitos temas, especialistas e discussões, divididos entre mini-conferências, reuniões livres, observatórios, plenárias, mesas, oficinas, intervenções, shows e apresentações. Também haverão diversos encontros: de programadores culturais, da UniCult, do Banco da Cultura, do movimento do Software Livre e muitos outros. O público será formado por produtores e gestores culturais, artistas, jornalistas, midialivristas, economistas, professores, pesquisadores, intelectuais, distribuidores, ativistas, entre outros profissionais que atuam, sobretudo, em redes com foco em cultura e economia solidária.
Os diversos protagonistas que participarão dessas discussões vem dos mais diferentes setores sociais, todos compartilhando ideias nesse grande espaço cognitivo. Entre os Convidados para os debates, estão Cláudio Prado (Coordenador da ONG Laboratório da Cultura Digital), Carlos Miranda (Produtor Musical), Jean Wyllys (Vereador do Rio de Janeiro pelo PSOL), Ivana Bentes (professora do curso de pós-graduação em Comunicação e Cultura), Renato Rovai (Revista Fórum), Emicida (rapper) e Alfredo Manevy (ex-secretário executivo do MinC.). Veja a lista completa no site.
A abertura do evento acontecerá no Auditório do Ibirapuera e a maior parte da programação no Paço das Artes, na USP. Haverão também ações na Casa Fora do Eixo SP, no Studio SP Augusta e Vila, no Gazie a Dio, no Centro Cultural Rio Verde e no Urucum.”
fonte: http://casa.foradoeixo.org.br/blog/2011/12/participe-do-iv-congresso-fora-do-eixo/
Ho Chi Minh City (Saigon) is an amazing up and coming city.
This time lapse is a culmination of 10,000 RAW images and
multiple shoots capturing some of the cities relentless energy
and pace of change.
Everyone who has visited Ho Chi Minh City,
Vietnam knows part of the magic (love it or hate it) is in the traffic.
Ever since I first set foot in HCMC I have been captivated by the
cities energy. Saigon is a city on the move unlike anything I have
experienced before which I wanted to capture and share.
Thanks to everyone who helped with the film and thanks also
to the numerous kind people who allowed me access to some
amazing locations.
Soundtrack to the video is the energetic Mondo’77 by Looper - z6.co.uk/sy
Copyright © All Images Rob Whitworth 2011 - robwhitworth.co.uk
Address Is Approximate
Google Street View stop motion animation short made as a personal project by director Tom Jenkins.
Story: A lonely desk toy longs for escape from the dark confines of the office, so he takes a cross country road trip to the Pacific Coast in the only way he can – using a toy car and Google Maps Street View.
Music by the wonderfull Cinematic Orchestra (cinematicorchestra.com) and the track is Arrival of the Birds – please buy the fantastic album: itunes.apple.com/gb/album/the-crimson-wing-mystery-flamingos/id297787201
All screen imagery was animated – there are no screen replacements.
Produced, animated, filmed, lit, edited & graded by Tom Jenkins (theoryfilms.co.uk / facebook.com/theoryfilms – !NEW MAKING OF PICS ON FB PAGE! / @thetheoryUK / twitter.com/#!/thetheoryUK).
Shot using Canon 5d MkII, Dragonframe Stop Motion software and customised slider.
IV Congresso FdE
O evento formata-se como o maior encontro de cultura jovem do país: reúne 27 estados, 17 países, 500 conferências, 2 mil reuniões livres, milhares de projetos e dezenas de convidados.
De 11 a 18 de Dezembro prepare-se!
Descrição
Acontecendo anualmente, o Congresso Fora do Eixo é o maior encontro entre coletivos, instituições, organizações e parceiros que compõem os circuitos e redes culturais. Este ano, a cidade de São Paulo foi a escolhida para sediar o evento, consolidando assim a ocupação dos eixos.
Informação Geral
Acompanhe a hashtag #CongressoFdE e saiba o que está acontecendo no maior encontro de cultura do país.
Website
http://congresso.foradoeixo.org.br/
relato fruindo a cidade Tatuí
A AMART cultural do dia 04 ao dia 06 de novembro foi ocupada pelo SER Urbano de SP, projeto de Fab Aliceda e Tati Rebello, com oficinas e projeto compartilhado coordenados pela artista visual Regina Carmona e a presença e pintura de grafiteiros: Gonz, Monica, Nutz e Sheyla que vieram para ocupar a sede e fazer o Projeto Parede na fachada da AMART. De Tatuí, os artistas plásticos Marli Fronza, Julio Cesar e Raquel Fayad participaram, ocuparam e produziram juntos a arte na AMART CULTURAL.
Do início ao fim, foi pura surpresa, fazendo-nos usar a criatividade para realizar o evento compondo com arte, integração, busca, descoberta, abrigo, alimento e amor.
A caminhada buscando descobrir a cidade, nos mostrou mais do que poderíamos imaginar e como nosso modelo fotográfico foi o conjunto da Fábrica São Martinho, o tema teceu em nossas mentes artísticas e fervilhantes, idéias e conexões.
De conversas, palestras, apresentação de idéias e projetos, caminhadas, fotos, investigação, alimento para o corpo e para a alma a ocupação fez mais do que ocupar, ela fez a arte e a interação fazer a AMART cultural respirar arte ao tramar linhas e formas em composições tridimensionais e se tingir externamente de cor.
Como adereço artístico, música de alto nível e de estilos diferentes conversaram entre si e por entre os presentes. MPB coordenado pelo músico Lucas de Oliveira e amigos, e o Rap coordenado pelo MC Elvis (Holocausto) entre outros convidados.
Se preparem para o ano que vem porque o evento deixou saudades e a certeza de que queremos e podemos fazer mais. Veja mais no site do ser urbano www.serurbano.mao.art.br ou http://fruindoacidade.tumblr.com/ e no site da AMART www.amartcultural.org.br
Raquel Fayad
Diretora geral da AMART CULTURAL
processo em construção
fotos ffb / registro Tatuí
fruindo junto
Participe da cobertura e construção colaborativa!
Com a intenção de abrir espaço para que todos apresentem suas idéias, mostrem seu ponto de vista, suas fotos, imagens, vídeos… montamos um tumblr (http://fruindoacidade.tumblr.com/). Um tipo de site de facílima navegação e publicação de conteúdo.
Quer participar?
Envie um email para 80heddeew@tumblr.com e divulgue suas fotos / textos / videos.
Esquema: o assunto vira o título do post e conteúdo vai no corpo do email mande só texto ou só imagem ou só som / lembre-se de assinar seu post
Tatuí Fruindo a Cidade
a arte pela multiplicidade
No viés do inclassificável: a arte pela multiplicidade
Luciana Andrade Gomes 1
“O que não está ordenado de um modo definitivamente provisório o está de modo provisoriamente definitivo” Georges Perec.
Em Seis propostas para o próximo milênio (1990), Italo Calvino destacou a multiplicidade como uma das principais características da arte que marcaria a virada do milênio e afirmou que a produção artística seria definida por um conjunto de redes ou conexões entre os fatos, entre as pessoas e entre as coisas do mundo. Nesse sentido, a arte contemporânea pode ser concebida a partir de um cenário híbrido e multifacetado, marcado pela ruptura de fronteiras, pela convergência dos meios semióticos e pela extinção de modelos classificatórios rígidos e sistematizados.
Segundo Arlindo Machado, em Arte e Mídia (2007), a arte é um processo em permanente mutação e sempre foi produzida com os meios de seu tempo. Por isso, desde os primórdios, o campo do estudo que se destinava a “uma iluminação mútua das artes” estava ligado a uma concepção tradicional e restrita. Porém, a partir dos ready-made de Marcel Duchamp, tornou-se cada vez mais difícil diferenciar a “arte” da “não-arte”. Além disso, com o surgimento da internet e dos processos midiáticos, a arte tornou-se plural e dinâmica, absorvendo os questionamentos contemporâneos.
Na atualidade, essa profusão de mídias está tão onipresente na vida social e individual que não existe qualquer campo de produção de linguagem que possa estar à margem de suas influências, nem mesmo a arte. Walter Benjamin já havia chamado a atenção para o uso das novas tecnologias na produção artística, dizendo que esse seria um caminho para instigar novas possibilidades de produção e expressão para os artistas.
Para Arlindo Machado, não é por acaso que a contemporaneidade tem sido marcada pela sinestesia e pela multiplicidade. Para o autor, no movimento de fusão entre as mídias, “a música é visual, a escultura é líquida ou gasosa, o vídeo é processual, a literatura é hipermídia, o teatro é virtual, o cinema é eletrônico e a televisão é digital” (MACHADO, 2007, p. 72). Assim, as fronteiras são diluídas e os limites são redimensionados, tornando-se um espaço de produção heterotópico.
Zygmunt Bauman (2001), em Modernidade líquida, relaciona essa quebra de fronteiras à noção de “fluidez”, afirmando que os fluidos se movem com grande facilidade e estão, constantemente, prontos para mudar. Ele utiliza duas categorias (“líquido” e “sólido”) para diferenciar as principais características do mundo contemporâneo, recorrendo à “liquidez” como metáfora para compreender a natureza dessa nova fase. Isso porque, hoje, há um derretimento dos padrões, das fronteiras e das molduras que estabeleciam as classes e que garantiam a ordem, resultando na multiplicidade e nos hibridismos a partir da abertura para o diferente. Esse deslocamento aponta para o além, para um lugar de cruzamentos múltiplos, que ultrapassa e expande a experiência, revelando a descontinuidade e a diferença.
Roland Barthes (1981), em Fragmentos de um discurso amoroso, se vale da palavra grega atopos para designar esse tipo de situação, apontando não só para o fato de não se confinar em um lugar, mas também pela resistência à descrição e definição, caracterizando o que é estranho, extraordinário, insólito e original. Isso também significa que esses elementos podem se enquadrar em vários lugares ao mesmo tempo, resistindo a uma classificação permanente. Por isso, a arte contemporânea é atópica, por transitar livremente, por justapor vários elementos distintos, provocando um deslocamento na ordem do espaço e do tempo.
Essa mobilidade é também associada à ideia de “leveza” ou “ausência de peso”. Calvino afirma que o espectador deve ser capaz de transitar, com agilidade, sobre as possíveis redes de significações da obra. Na sua visão, a arte deve ser leve, ágil e dinâmica, recorrendo à mutabilidade e vivacidade da obra. Dessa forma, a experiência artística não seria regida por regras fixas e definitivas, mas correria livre em direção ao inclassificável, podendo transitar por vários lugares ao mesmo tempo.
Na acepção tradicional de classificação, o espaço é compreendido como o local de encontro de semelhanças e distanciamento das diferenças. É a partir da semelhança que se impõe “a ordem da conjunção e do afastamento”, que Michel Foucault, em As palavras e as coisas, chamou de convenientia: “São ‘convenientes’ as coisas que, aproximando-se uma das outras, vêm a se emparelhar; tocam-se nas bordas, suas franjas se misturam, a extremidade de uma designa o começo da outra”, de modo que nasce, dessas articulações, uma semelhança (FOUCAULT, 2007, p. 24).
Segundo o filósofo, esse encadeamento de semelhanças provoca uma conveniência espacial, impondo uma relação de similitude entre as coisas a partir do signo de parentesco. É possível, então, assegurar a classificação por meio de um círculo fechado, pois, “a semelhança impõe vizinhanças que, por sua vez, asseguram semelhanças. [...] em cada ponto de contato começa e acaba um elo que se assemelha ao precedente e se assemelha ao seguinte” (FOUCAULT, 2007, p. 25-26).
Em “Da classificação dos seres à classificação dos saberes”, Olga Pombo afirma que classificar seria uma forma de estabelecer “os pontos estáveis que nos impedem de rodopiar sem solo, perdidos no inconforto do inominável, da ausência de ‘idades’ ou ‘geografias’” (POMBO, 1998, p. 1). Essas classificações parecem tão naturais e óbvias que se encontram inerentes ao pensamento humano, apresentando-se como os códigos ordenadores da nossa cultura. Para Robert Darnton, em O grande massacre de gatos, as classificações ocupam um espaço epistemológico anterior ao pensamento e, quando somos colocados perante uma maneira estranha de organizar a experiência, “sentimos a fragilidade de nossas próprias categorias e tudo ameaça desfazer-se. As coisas se mantêm organizadas apenas porque podem ser encaixadas num esquema classificatório que permanece inconteste” (DARNTON, 1988, p. 248-249).
Dessa forma, o inclassificável estaria, assim, ligado à noção de desterritorialização, pois não há mais fronteiras nítidas, mas sim uma fractalização do mundo. A arte se torna um espaço de confluência de fragmentos distintos, abrindo-se para novas combinações. Por essa razão, buscar modelos de classificação definitivos se torna impossível, pois a dinamização impede uma ordenação fixa das coisas. Dessa maneira, a potencialidade máxima da experimentação da linguagem é um estado permanente de devir.
A partir disso, é possível definir a arte contemporânea por meio do inclassificável, sendo sinônimo de híbrido, virtual e metamórfico, como uma tentativa de acompanhar e absorver esse aspecto instável e acelerado da contemporaneidade, uma espécie de devir infinito, que rompe com a ideia de totalidade. Por sua natureza fluida e ageográfica, o inclassificável deixa de estar à margem para transitar com facilidade pelos múltiplos canais do mundo, respondendo às necessidades específicas do momento e esquivando-se de qualquer tentativa de ordenação permanente.
Referências:
BARTHES, Roland. Fragmentos de um discurso amoroso. São Paulo: Francisco Alves, 1981.
BAUMAN, Zygmunt. Modernidade Líquida. Rio de Janeiro: J. Zahar, 2001.
CALVINO, Italo. Seis propostas para o próximo milênio. São Paulo: Companhia das Letras, 1990.
DARNTON, Robert. Os filósofos podem a árvore do conhecimento: a estratégia epistemológica da Encyclopédie. In: DARNTON, Robert. O grande massacre de gatos e outros episódios da história cultural francesa. Rio de Janeiro: Graal, 1988. p. 247-270.
FOUCAULT, Michel. As palavras e as coisas. São Paulo: Martins Fontes, 2007.
MACHADO, Arlindo. Arte e Mídia. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2007.
POMBO, Olga. Da classificação dos seres à classificação dos saberes. Lisboa, 1998. Disponível em: http://www.educ.fc.ul.pt/hyper/resources/opombo-classificacao.pdf. Acesso em 10 jul. 2009.
1 – Luciana Andrade Gomes é mestre em Teoria da Literatura pela Universidade Federal de Minas Gerais, pós-graduada em História da Cultura e da Arte e bacharel em Comunicação Social. Tem experiência na área de cinema, atuando principalmente com os seguintes temas: intermidialidade e poéticas audiovisuais. É uma das autoras dos livros “Areia, animal, arquivo e alcachofra: quatro ensaios inclassificáveis” (2009), e “Leitura e escrita em movimento” (2010).






























